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Dimanche 22 Avril 2018
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Treinam em França e no Canadá. Representam Portugal nos JO de inverno

Treinam em França e no Canadá, mas querem “fazer mais e melhor por Portugal”. São os nossos representantes nos Jogos Olímpicos de Inverno. Estas são as histórias de Arthur Hanse e Kequyen Lam, os dois atletas que representam Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno 2018, que arrancam já esta sexta-feira. Arthur compete na modalidade de esqui alpino e diz ter o sonho de “alcançar o top 30”. Também Kequyen, que participa na modalidade de esqui de fundo, sonha melhorar o “93º lugar de Dany Silva” na modalidade;
Alfa/Expresso

Retour au début  Arthur e Keguyen:

Com o mapa dos descobrimentos gravado no equipamento, Arthur Hanse e Kequyen Lam, os dois atletas portugueses, levam consigo a “vontade” e a “coragem” lusitana de fazer mais e melhor para o outro lado do mundo, para PyongChang, na Coreia do Sul, onde esta sexta-feira arrancam os Jogos Olímpicos de Inverno 2018 (JOI 2018).

Vêm de pontos distantes do globo – Arthur de França e Kequyen do Canadá -, participam também em modalidades distintas – Arthur em esqui alpino e Kequyen em esqui de fundo -, mas os dois atletas unem-se para um propósito comum: representar Portugal, naquela que é a oitava participação do país na competição.

Aterraram em Seul, a capital da Coreia do Norte, esta quinta-feira e – embora ainda estejam na fase de adaptação a um novo horário, com mais nove horas do que Lisboa – já treinam nas pistas de neve da Aldeia Olímpica pela manhã, que segundo Hanse são “muito boas”, e à tarde reforçam o físico no ginásio.

Se há anos trabalhavam com o objectivo de representar Portugal nesta que é a maior competição a nível mundial de desportos de inverno, hoje dizem sentir “orgulho” em fazê-lo e contam ao Expresso como é que chegaram até aqui.


“SERIA UM SONHO ALCANÇAR O TOP 30”, ARTHUR HANSE
Arthur Hanse, de 24 anos - que compete na modalidade de esqui alpino nas disciplinas de slalom (no dia 22 de fevereiro) e slalom gigante (dia 18) – diz ao Expresso que está confiante de que pode “alcançar bons resultados nas duas disciplinas”. Acrescenta ainda que o seu grande objectivo é entrar no top 50 e que “seria um sonho alcançar o top 30”.

O esqui sempre esteve presente na sua vida. Arthur conta que foi apenas com três anos de idade que se inscreveu na Escola Francesa de Esqui. Atualmente vive em Lyon e treina em Les Gets, na França, onde diz que há várias pistas de esqui e por isso foi “mais fácil” desenvolver todo o trabalho de preparação nestes últimos quatro anos.

O atleta de esqui alpino nasceu em Paris e é descendente de emigrantes portugueses em França. Arthur conta que foi a avó - da parte do pai, que também nasceu em França e tem nacionalidade portuguesa - que o motivou a contactar a federação portuguesa para competir por Portugal. E assim o fez em 2012.

A nacionalidade portuguesa permitiu-lhe representar pela primeira vez Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2014 - que ocorreram em Sochi, na Rússia. Apesar de não ter conseguido terminar nenhuma das provas – também de slalom e slalom gigante – hoje diz estar mais “confiante” de que pode fazer o “mais e melhor” para representar as suas origens lusitanas.

Também Pedro Farromba, chefe da missão portuguesa JOI 2018 e presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, considera que o atleta “está muito mais maduro agora do que estava há quatro anos”. Acrescenta ainda que “o Arthur tem muito gosto naquilo que faz e compete com muita velocidade”, o que, segundo o chefe da missão, lhe pode valer um dos 50 primeiros lugares do mundo.

“COMPLETAMENTE FOCADO NA COMPETIÇÃO”, KEQUYEN LAM
O atleta Kequyen Lam, de 38 anos, promete “esquiar com a melhor técnica” que sabe e com a convicção de que conseguirá um dos 70 primeiros lugares na modalidade de esqui de fundo (cross country), uma prova disputada por cerca de 90 atletas no próximo dia 16 de fevereiro.

Para o atleta - que vive e treina em Vernon, British Columbia, no Canadá -, esta é a primeira vez que participa nos JOI 2018 e diz estar “completamente focado na competição” e “orgulhoso” por representar Portugal. Também foi ele o nomeado pelo chefe de missão para carregar a bandeira nacional na Cerimónia de Abertura dos JOI 2018.

“Apenas com determinação, vontade e trabalho duro é que consegui chegar até aqui”, assume ao Expresso, que só há três anos começou a treinar esqui de fundo. Antes, o atleta - e também farmacêutico -, praticava snowboard de alta competição, mas uma lesão grave levou-o a mudar de modalidade.

O representante português conta que foi no Canadá que se “apaixonou pelos desportos de inverno”. Mas nem sempre viveu neste país norte-americano. Kequyen nasceu em Macau – então território português -, o destino escolhido pelos seus pais, de nacionalidade chinesa, para fugir da guerra que se fez sentir entre 1970 e 1980 no Vietnam, onde viviam.

Já na aldeia olímpica em PyongChang, Kequyen prepara-se agora para cumprir um sonho antigo: “o de competir nos JOI” e “melhorar o 93º lugar de Dany Silva”, atleta que também representou Portugal na modalidade de esqui de fundo. Também Pedro Farromba acredita que o atleta “está muito bem preparado” e está confiante de que consiga “um resultado que nos possa vir a surpreender a todos”.

O chefe da missão portuguesa lembra ainda que estes atletas “estão ao nível dos melhores do mundo” e que todo o trabalho por eles desenvolvido se pode resumir a um só dia: “O treino de anos pode reflectir-se numa prova, numa competição.

Le: 09/02/2018 09:48:10
  D.Ribeiro

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