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Dimanche 19 Novembre 2017
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Armando Pereira ganha poder, mas Altice continua em crise

Altice (SFR em França e PT em Portugal, entre muitas outras empresas) perde 1,5 mil milhões em bolsa por dia desde há uma semana. O português Armando Pereira (foto) ganha poder com uma chicotada psicológica na gestão da empresa. Mas os investidores continuam a desconfiar da gigantesca dívida do grupo.

Retour au début  Semana decisiva:

O valor de mercado da dona da portuguesa Meo e da francesa SFR entre muitas outras empresas francesas e internacionais caiu 9,4 mil milhões de euros em seis sessões.

Para tentar travar a crise a empresa trocou alguns dirigentes. Mas os investidores desconfiam da gigantesca dívida do grupo.

Depois de ver evaporar 9,4 mil milhões de euros em bolsa em cerca de uma semana, o patrão, Patrick Drahi, ouviu os sinais de alarme vindos dos mercados dos quais depende para se financiar.

Drahi reagiu e anunciou uma reorganização da liderança de topo do grupo. O francês Michel Combes sai depois de dois anos à frente da Altice. Regressam ao topo Patrick Drahi e Dexter Goei.

As alterações surgem num momento em que, em Portugal, o grupo aguarda decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) para a compra da Media Capital (TVI), uma operação avaliada em mais de 450 milhões de euros.

Nas mudanças, o português Armando Pereira ganha poder com esta "chicotada psicológica" na gestão da Altice.

Com efeito, a demissão de Michel Combes dá novo protagonismo ao sócio português de Drahi, que passa a presidir à área de telecomunicações do grupo.

Para já, a prioridade será França, onde os desafios já estão a condicionar fortemente o valor da Altice em bolsa.

A saída de Michel Combes da liderança da Altice, anunciada na quinta-feira à noite, abriu espaço à ascensão de Armando Pereira, o sócio do franco-israelita Patrick Drahi no grupo que detém em Portugal a PT.

No comunicado onde a empresa sediada na Holanda anunciou a demissão de Michel Combes, e um retorno ao “modelo de organização que criou o sucesso do grupo Altice”, ficou claro que se o gestor francês não faz parte da estratégia vencedora, já o português é uma peça-chave.

Mas apesar destas mudanças, os investidores continuavam na sexta-feira, na altura do fecho das Bolsas, a desconfiar do grupo devido à sua gigantesca dívida.

A reação dos mercados, durante a próxima semana, parece decisiva para o futuro da Altice.

Le: 11/11/2017 17:30:59
  D.Ribeiro

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