• Redaction Radio ALFA
Jeudi 23 Novembre 2017
  [Sportive]

Portugal perdeu a 'lotaria' e a Espanha foi campeã

Um desempate por penáltis, numa emotiva final disputada em Nanjing, China, decidiu hoje o Mundial de hóquei em patins a favor da Espanha e manteve Portugal afastado de um título que escapa há 14 anos.

Retour au début  Mundial de hóquei em patins:

Um empate 3-3 no final do tempo regulamentar - com um golo de Hélder Nunes no último segundo - não se desfez no prolongamento e levou o jogo para o desempate da marca de grande penalidade, no qual a Espanha ganhou por 2-1 e arrebatou o seu 17º título mundial - um recorde.

Na 25ª final ibérica em 43 edições, João Rodrigues marcou primeiro para a seleção portuguesa, mas Edu Lamas e Albert Casanovas acertaram os seus remates e negaram o 16.º título a Portugal, que subiu um lugar no pódio depois de quatro terceiros lugares consecutivos.

A disputar a primeira final desde a que lhe valeu o título mundial em 2003, Portugal esteve quase sempre mais longe da baliza adversária no primeiro tempo, manifestando algumas dificuldades para penetrar na defesa espanhola, e teve de optar com frequência pela meia distância.

No entanto, num jogo equilibrado e de ritmo lento, a seleção portuguesa esteve perto do golo quando Reinaldo Ventura atirou ao poste, aos 07 minutos, numa das ocasiões em que furou a barreira defensiva espanhola e se aproximou das redes à guarda de Malian.

Apesar do jogo nivelado na etapa inicial, foi maior o assédio da Espanha, que forçou Álvaro Girão a algumas boas intervenções - à semelhança das que fez na meia-final frente à Argentina (5-0) -, e acabou por marcar por duas vezes antes do intervalo.

Aos 20 minutos, Albert Casanovas desviou para baliza uma bola batida por Raúl Marín, apesar da tentativa de defesa de Girão, e, aos 24, num lance muito semelhante, Jordi Adroher fez o 2-0 depois de um tiro de Edu Lamas.

Na segunda parte, a postura mais agressiva e mais rápida dos pupilos de Luís Sénica valeu dois golos a Portugal nos primeiros cinco minutos. Hélder Nunes, aos 27, fez o primeiro, e Gonçalo Alves, aos 30, restabeleceu o empate, aproveitando a superioridade numérica, devido ao cartão azul mostrado a Adroher.

Pelo meio, Hélder Nunes ainda desperdiçou um livre direto, numa fase em que a velocidade lusa desmontou por diversas vezes a organização defensiva de Espanha, que se reorganizou e voltou a impor um jogo mais lento, acabando por fazer o 3-2, aos 40 minutos, através de Edu Lamas, numa recarga certeira, depois de Girão ter defendido um primeiro remate.

Os campeões europeus foram de novo em busca do empate e acabaram por consegui-lo de forma inesperada. Quando jogava apenas com quatro, devido à exclusão de Girão, e o título parecia nas mãos de Espanha, uma falta despropositada de Marín no meio rinque português, a quatro segundos do final, proporcionou um livre direto a Portugal. Hélder Nunes falhou o primeiro remate mas fez a igualdade na recarga, a um segundo do final, e forçou o prolongamento.

No tempo extra, o marcador não sofreu alterações, mas a emoção prolongou-se até aos derradeiros instantes, e a seleção portuguesa esteve a centímetros de se reencontrar com o título de campeão do mundo quando Diogo Rafael, também no último segundo, atirou uma 'bomba' ao poste.

No desempate por penáltis, João Rodrigues ainda deu vantagem a Portugal, mas Lamas e Casanovas ofereceram o título à Espanha, com os remates certeiros a baterem Pedro Henriques, o guarda-redes escolhido por Luís Sénica para o momento decisivo do Mundial. Alfa/Lusa.

Le: 09/09/2017 15:45:02
  M.Alexandre

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