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Redaction Radio ALFA
Jeudi 9 Septembre 2010
 [Sportive]

Contador colhe “tri” por uma corrente de diferença

Retour au début  Ciclismo/Tour 2010:

O espanhol Alberto Contador confirmou hoje em Paris a sua terceira Volta a França, após a 20.ª e última etapa, ganhando a corrida por 39 segundos, tantos quantos os perdidos pela corrente da bicicleta do luxemburguês Andy Schleck.

No derradeiro “sprint” deste 97.º Tour, o britânico Mark Cavendish (Columbia) impôs-se pela quinta vez este ano e pela 15.ª na prova, terminando os 102,5 quilómetros, entre Longjumeau e os Campos Elíseos em 2:42.21 horas, seguido pelo italiano Alessandro Petacchi, que ficou com a camisola verde dos pontos.

“Obrigado a todos os que me deram o seu afeto. A corrida foi muito dura do ponto de vista físico. Estive em dificuldades e queria ter estado melhor. Do ponto de vista psicológico, também foi difícil. Sofri para obter este resultado”, disse o corredor madrileno de 27 anos.

Acabados os 3642 quilómetros de percurso, Alberto Contador (Astana) tornou-se o nono ciclista a vencer a “Grande Boucle” por três vezes (2007, 2009, 2010).

Em várias das anteriores subidas ao pódio para envergar a camisola amarela, Contador foi apupado por ter conquistado a liderança ao aproveitar uma falha mecânica de Schleck (Saxo Bank), quando aquele lhe ganhava alguma vantagem, na subida para Por de Bales (15.ª tirada).

“Este ano, não deu. Volto cá dentro de um ano, com aquela cor [amarelo]. Comparando com o ano anterior, estive melhor, mas no fim do Tour é o tempo que conta e o tempo diz que Contador esteve mais forte”, referiu Schleck, que voltou a ser segundo classificado, como há um ano, e o primeiro da tabela da juventude, como em 2008 e 2009.

Antes da polémica da corrente, Schleck já tinha perdido o irmão mais velho e colega de equipa, Frank, com uma clavícula fraturada após queda na árdua etapa dos empedrados, tendo também beneficiado do abrandamento do pelotão quando foi ele próprio protagonista de um acidente.

Quem não mereceu o “fair-play” do coletivo foi o veterano Lance Armstrong (RadioShack), vítima de um furo nos “pavés”, de três quedas na primeira etapa de alta montanha dos Alpes e da falta de pernas natural aos 38 anos de idade.

Armstrong foi relegado para segundo plano neste seu último Tour, que conquistou por sete vezes consecutivas (1999-2005), terminando uma segunda vez a sua carreira de profissional, desta feita no 23.º lugar.

Livre do trabalho a que estaria obrigado para o seu chefe de fila, Sérgio Paulinho conseguiu inscrever um nome português no livro de honra da corrida gaulesa 21 anos depois de Acácio da Silva, à 10.ª tirada, em Gap.

O vice-campeão olímpico de Atenas2004 terminou com um quarto de roda de vantagem sobre o bielorrusso Vasil Kiriyenka e obteve “o maior êxito da carreira”, um 10.º triunfo luso na Volta a França, após os cinco êxitos de Joaquim Agostinho, três de Acácio da Silva e um de Paulo Ferreira.

Após a queda grave e abandono do estreante Manuel Cardoso (Footon) logo no prólogo, Paulinho chegou ao final, no 46.º lugar, com 1:25.43 horas de desvantagem para o seu antigo chefe de fila na Astana, enquanto o outro luso ainda em prova, o jovem Rui Costa (Caísse d’Epargne) concluiu esta segunda participação no Tour no 73.º posto, a 2:12.28 horas. Alfa/Lusa.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Le: 25/07/2010 20:42:09
 M.Alexandre

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